quinta-feira, 26 de março de 2015

Você tem fama de estar vivo, mas está morto (Sardes)

Se há algo que o livro do Apocalipse nos ensina, é que as aparências enganam; que há mais do que os olhos podem ver e que as coisas nem são como parecem ser. Quando um dos vinte e quatro anciãos diz a João para contemplar o “Leão da tribo de Judá”, por exemplo, ele se volta e vê, apenas, “de pé, um Cordeiro como tendo sido morto” (5.5-6). Em 2.9 nós lemos acerca daqueles que “a si mesmos se declaram judeus e não são, sendo, antes, sinagoga de Satanás” (ver também 3.9). O relato da “besta que emerge do mar” e a quem foi dado “que pelejasse contra os santos e os vencesse” é, posteriormente, descrita do ponto de vista privilegiado dos céus, e somente então ouvimos acerca dos “vencedores da besta [e] da sua imagem”, os quais estão cantando não o lamento dos mártires derrotados, mas o coro da vitória e o canto de triunfo (13.7; 15.2-4).
A desconexão entre como as coisas aparentam ser e como elas de fato são não é menos verdadeira no caso da carta de Jesus à igreja em Sardes.
Sardes já foi descrita como “uma cidade com um passado áureo e uma segurança posta no lugar errado”. Ela possuía uma fortaleza cercada de três lados por uma imponente muralha, da qual se pensava ser tão impenetrável que a expressão “capturar a acrópole de Sardes” se tornou uma metáfora para alcançar o impossível. Contudo, a cidade afinal caiu nas mãos dos persas, graças ao excesso de confiança e ao descuido de seus cidadãos, que deixaram de vigiá-la para protegê-la de potenciais calamidades.
O âmago da repreensão de Jesus a essa igreja se encontra em Apocalipse 3.1, em que ele diz: “Tens nome de que vives e estás morto”. Embora a reputação de uma igreja na comunidade ao redor seja importante, nada é quando comparada à avaliação daquele “que tem os sete Espíritos de Deus e as sete estrelas” (3.1). Segundo o nosso Senhor, que sonda o coração e prova a mente dos homens, a igreja em Sardes era muito mais saudável por fora do que por dentro. A repreensão de Jesus aos fariseus vem à mente: “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque sois semelhantes aos sepulcros caiados, que, por fora, se mostram belos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda imundícia! Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas, por dentro, estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mateus 23.27-28).
Diferentemente de suas observações às outras igrejas, Jesus não aponta nenhuma falta específica da parte dos crentes em Sardes. Não há menção aos nicolaítas, aos balaamitas, à mulher chamada Jezabel ou a sinagogas de Satanás. Em vez disso, a igreja ouve que “o resto” está “para morrer” e que Cristo não tem “achado íntegras as [suas] obras na presença do meu Deus” (Apocalipse 3.2).
Por mais irônico e contra-intuitivo que possa parecer à primeira vista, a igreja geralmente é mais forte quando está diante de algum desafio específico (seja doutrinário ou moral); e o oposto também é verdadeiro: que a igreja está em gravíssimo perigo quando as águas estão mais calmas e quando a viagem parece mais tranqüila. Se os cristãos em Sardes estivessem enfrentando uma ameaça doutrinária específica como os efésios, então muito provavelmente eles teriam “[posto] à prova os que a si mesmos se declaram apóstolos e não são, e os [achado] mentirosos” (2.2). Ou, se estivessem enfrentando um dilema moral concreto, eles, como os de Filadélfia, provavelmente teriam usado a “pouca força” que tivessem para não negar o nome de Jesus (3.8). Mas, quando a vida da igreja parece seguir seu caminho usual, especialmente em uma cidade tida por impenetrável como Sardes, é muito fácil parar de observar, parar de proteger e parar de ser vigilante em guardar a igreja e o seu povo. Em uma palavra, quando os lobos se vestem de ovelhas e Satanás parece um anjo de luz, de repente se torna muito tentador contentar-se com celeiros maiores, mais programas e a reputação de ser uma testemunha “vibrante” na comunidade. Em meio à fartura e num contexto de abundância, a presunçosa afirmação à alma – “tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te” – pode ser ouvida em muitos salões de igreja.
Pode alguém negar que essa mesma tentação assola as igrejas desta nação? Nós somos o grande homem do campus global, nossa “fortaleza” é tão invencível como a cidadela de Sardes e nossas mega igrejas estão se multiplicando quase tão rápido quanto nossos supermercados. Mas será a força nossa maior fraqueza? Será que o perigo nos espreita por detrás de nossa suposta segurança? Será que nossa reputação de “vida” não é senão um fino verniz por trás do qual a morte esconde sua face?
Talvez o maior desafio da igreja ocidental não seja a franca impiedade ou a perversão grosseira, mas sim um estado letárgico que nos faz entorpecidos e sem vida. Talvez, em meio à nossa ambivalência e auto-satisfação, nós tenhamos esquecido aquele que vem “como ladrão” na hora em que menos esperarmos (3.3). Talvez precisemos parar de nos darmos tapinhas nas costas, dizendo “Paz! Paz” quando não há paz, e começar a buscar ser como aquelas “poucas pessoas” em Sardes “que não contaminaram as suas vestiduras”, que andarão de branco junto com Jesus, “pois são dignas” (3.4).

Voltemos ao Evangelho

domingo, 22 de março de 2015

recebemos de Deus o que nós precisamos e não o que nós merecemos.

"As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos" (Lm 3:22),
É em função de termos um Deus clemente que nós não perecemos! A palavra misericórdia vem da junção de dois termos do latim que querem dizer miséria e coração. Isso nos mostra que Deus colocou Seu coração nos miseráveis (a condição de pecadores nos faz assim, miseráveis). Paulo, ao mencionar a sua falibilidade, exclamou: "Miserável homem que eu sou!..." (Rm 7:24 - ARC)
Enquanto justiça significa dar a cada um o que merece, misericórdia significa dar a cada pessoa o que ela precisa.
Na oração do Pai Nosso Jesus nos mostrou que por recebermos graça, precisamos dar graça, por recebermos perdão, precisamos perdoar. Porque recebemos misericórdia da parte de Deus, devemos dispensar misericórdia àqueles que Deus ama tanto quanto a nós, ainda que no nosso olhar eles mereçam sofrer. É só lembrar que recebemos de Deus o que nós precisamos e não o que nós merecemos.

A VARA DE AMENDOEIRA

“Ainda veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: Que é que vês, Jeremias? E eu disse: Vejo uma vara de amendoeira.
E disse-me o Senhor: Viste bem; porque eu velo sobre a minha palavra para cumpri-la”. (Jeremias 1:11-12).
Por que o profeta vê uma vara de amendoeira? Poderia ser de qualquer outra árvore mais citada na Palavra de Deus. A amendoeira depois de cortada continua produzindo brotos, e assim é a Palavra de Deus, mesmo quando pensamos que as promessas não irão se cumprir, somos surpreendidos com grandes vitórias.
Deus sempre vela pela Sua Palavra e cumpre, e é assim em nossas vidas. Deus sempre faz acontecer, pois, “O Senhor é fiel em todas as suas palavras. (Salmos 145:13)

Espere mais um pouquinho


“Tenho ainda muito que lhe dizer, mas vocês não o podem suportar agora” (Lucas 16.12)
Jesus proferiu as palavras do versículo de hoje aos Seus discípulos, basicamente dizendo-lhes que eles não estavam prontos para ouvir tudo que Ele tinha a dizer, mas prometendo que o Espírito viria e os conduziria a toda a verdade (ver João 16.13). Ele também prometeu que o Espírito Santo continuaria a nos ensinar todas as coisas e traria à nossa memória tudo o que Deus disse pela Sua Palavra (ver João 14.26).
Quando Jesus disse essas palavras, estava falando aos homens como Ele passara os três últimos anos. Eles estiveram com o Mestre dia e noite, mas Jesus mencionou que tinha mais a lhes ensinar. Poderíamos pensar que se Jesus estivesse conosco pessoalmente por três anos, dia e noite, teríamos aprendido tudo o que havia para aprender. Creio que se eu tivesse um mês ininterrupto com as pessoas, eu poderia dizer a elas tudo o que sei. Mas Jesus disse para esperarem mais porque Ele sempre terá algo a nos dizer sobre as novas situações que enfrentarmos. A revelação de Deus e da Sua Palavra é progressiva.
À medida que amadurecemos nele, podemos entender o que anteriormente não entendíamos. Podemos ler um versículo das Escrituras dez vezes e depois, na próxima vez que lermos, vermos algo que não sabíamos anteriormente. A cada dia, você pode esperar que Deus lhe ensine algo sem prestar atenção ao que Ele está dizendo e revelando.
A PALAVRA DE DEUS PARA VOCÊ HOJE: Espere que o Espírito Santo lhe ensine algo novo a cada dia. Considere a hipótese de fazer um diário do que você está aprendendo.

Pedi ao Senhor chuva no tempo das chuvas serôdias, ao Senhor, que faz as nuvens de chuva, dá aos homens aguaceiro. (Zacarias 10:1)


Ansiedade x Falta de confiança em Deus

A ansiedade revela o quanto nós não confiamos em Deus. E, se pouco confiamos, é porque pouco o conhecemos. E se pouco o conhecemos, é porque pouco o buscamos, porque pouco meditamos em Sua Palavra, tornando-nos incapazes de ouvir sua voz.
A ansiedade no coração do homem o abate, mas uma boa palavra o anima. Agora, você já sabe onde encontrar essa boa palavra.


Leia a Bíblia

Salmos 119:173

Deus tem cada um de nós, que cremos n'Ele e em Seu Filho Jesus Cristo, na palma de Suas mãos. Ele nos acolhe e com júbilo nos faz revigora.
Isaías 49:16 diz: Veja, eu gravei você nas palmas das minhas mãos; os teus muros estão sempre diante de mim.
Os acontecimentos da vida podem atordoar-nos às vezes, tropeçamos e caímos à medida que tentamos nos recuperar. Creio que o Senhor vai manter-nos na palma da sua mão e falar baixinho, levando-nos a dar o passo certo a seguir.