quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Oração - Apostila de estudo (Escola "O chamado")



Deus fala conosco de diversas formas, seja através do louvor, da sua palavra, usando pessoas, enfim, o Pai quando quer falar conosco Ele fala, e nós filhos só temos um jeito de falar com o Pai, através da oração, onde pedimos ao Pai, movidos pelo Espirito Santo e pelo nome de Jesus, quero nesse estudo te ensinar conceitos interessantes e práticos sobre oração, vamos lá?
A Oração é um enigma para muitos que a consideram como algo místico e um problema para outros que têm dificuldade em estabelecer o hábito da oração.
A raiz deste mal está no próprio homem, que possui uma grande tendência para complicar as coisas simplicíssimas ligadas à vida espiritual.
Orar é conversar com Deus, Jesus e com o Espírito Santo; e isto deve ser feito com naturalidade, é um dialogo.

Onde orar? Fala-se com o Pai no lugar onde você está.

Por exemplo:
* Quem está dirigindo: nas rodovias, no trânsito!
* Quem está andando: ora na rua, nos campos!
* Quem está em casa: Ora em casa!
* Quem está na igreja: Ora na igreja!
* Quem está no trabalho: Ora no trabalho!
* Quem está no esporte: ora enquanto o prática!

Resumindo, devemos estar sempre ligados ao Pai, e isto independe do local onde estamos ou de nossa ocupação.

Não nos limitemos pelas muitas palavras e determinações inventadas pelos homens, como sendo necessário para uma oração perfeita.

Perfeita deve ser a nossa comunhão com o Pai, e o desenvolver de uma vida santa e irrepreensível diante do trono.

Veja exemplo de orações na Bíblia:

Princípios de oração.
* O diálogo de Deus com Abraão. Gn 18.17-33
* O Amor do intercessor. Ex 32.11-14, 30-34
* A Palavra de Josué. Js 10.12-14
* Deus demonstra seu poder. Is 36.1 a 37.38
* Deus busca intercessores. Ez 22.30
* Orando e Ensinando. Ef 3.14-21
* Oração e Jejum, resultam em manifestações de poder. At 13.1 a 14.28
* Oração, provando a fé. At 4.1-37
* O Fogo de Deus desce. 2 Cr 6.12-42; 7.1
* Oração contínua, chave de libertação. At 12.1-17
* Oração do Senhor. Mt 6.9-13
* Oração, concordância com a vontade de Deus. 1 Jo 5.14,15
* Orando como Davi, dá-me pureza e alegria Senhor! Sl 51.1-19

“Elias subiu ao cume do Carmelo, e se inclinou por terra, e meteu o seu rosto entre os seus joelhos. E disse ao seu moço: Sobe agora e olha para a banda do mar. E subiu, e olhou, e disse: Não há nada. Então, disse ele: Torna lá sete vezes. E sucedeu que, à sétima vez, disse: Eis aqui uma pequena nuvem, como a mão de um homem, subindo do mar. Então, disse ele: Sobe e dize a Acabe: Aparelha o teu carro e desce, para que a chuva te não apanhe. E sucedeu que, entretanto, os céus se enegreceram com nuvens e vento, e veio uma grande chuva; e Acabe subiu ao carro e foi para Jezreel”. (1 Rs 18.42b-45)

A oração é uma comunicação multifacetada entre os crentes e o Senhor. Além de palavras como “oração” e “orar”, essa atividade é descrita como:

* invocar a Deus (Sl 17.6).
* Invocar o nome do Senhor (Gn 4.26)
* clamar ao Senhor (Sl3.4)
* levantar nossa alma ao Senhor (Sl 25.1)
* buscar ao Senhor (Is 55.6)
* aproximar-se do trono da graça com confiança (Hb 4.16)
*chegar perto de Deus (Hb 10.22).

MOTIVOS PARA A ORAÇÃO

A Bíblia apresenta motivos claros para o povo de Deus orar.

1. Antes de tudo, Deus ordena que o crente ore. O mandamento para orarmos vem através:

* dos salmistas (1Cr 16.11; Sl 105.4)
* dos profetas (Is 55.6; Am 5.4,6)
* dos apóstolos (Ef 6.17,18; Cl 4.2; 1Ts 5.17)
* do próprio Senhor Jesus (Mt 26.41; Lc 18.1; Jo 16.24).

Deus aspira à comunhão conosco; mediante a oração, mantemos o nosso relacionamento com Ele.

2. A oração é o elo que carecemos para recebermos as bênçãos de Deus, o seu poder e o cumprimento das suas promessas. Numerosas passagens bíblicas ilustram esse princípio. Jesus, por exemplo, prometeu aos seus seguidores que receberiam o Espírito Santo se perseverassem em pedir, buscar e bater à porta do seu Pai celestial (Lc 11.5-13). Por isso, depois da ascensão de Jesus, seus seguidores reunidos permaneceram em constante oração no cenáculo (At 1.14) até o Espírito Santo ser derramado com poder (At 1.8) no dia de Pentecostes (At 2.1-4). Quando os apóstolos se reuniram após serem libertos da prisão pelas autoridades judaicas, oraram fervorosamente para o Espírito Santo lhes conceder ousadia e autoridade divina para falarem a palavra dEle.
“E, tendo eles orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos; e todos foram cheios do Espírito Santo e anunciavam com ousadia a palavra de Deus” (At 4.31).

O apóstolo Paulo frequentemente pedia oração em seu próprio favor, sabendo que a sua obra não prosperaria se os crentes não orassem por ele (Rm 15.30-32; 2Co 1.11; Ef 6.18, 20; Fp 1.19; Cl 4.3,4). Tiago declara inequivocamente que o crente pode receber a cura física em resposta à “oração da fé” (Tg 5.14,15).

3. Deus, no seu plano de salvação da humanidade, estabeleceu que os crentes sejam seus cooperadores no processo da redenção. Em certo sentido, Deus deseja orações santas, de fé e incessantes do seu povo. Muitas coisas não serão realizadas no reino de Deus se não houver oração intercessória dos crentes (ver Êx 33.11).

Por exemplo: Deus quer enviar obreiros para evangelizar. Cristo ensina que tal obra não será levada a efeito dentro da plenitude do propósito de Deus sem as orações do seu povo:

“Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande ceifeiros para a sua seara” (Mt 9.38).

Noutras palavras, o poder de Deus para cumprir muitos dos seus propósitos é liberado somente através das orações contritas do seu povo em favor do seu reino. Se não orarmos, poderemos até mesmo estorvar a execução do propósito divino da redenção, tanto para nós mesmos, como indivíduos, quanto para a igreja coletivamente.

REQUISITOS DA ORAÇÃO EFICAZ.

Nossa oração para ser eficaz precisa satisfazer certos requisitos.

1. Nossas orações não serão atendidas se não tivermos fé genuína, verdadeira. Jesus declarou abertamente: “Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis e tê-lo-eis” (Mc 11.24).
Ao pai de um menino endemoninhado, Ele falou assim: “Tudo é possível ao que crê” (Mc 9.23).
O autor de Hebreus admoesta-nos assim: “Cheguemo-nos com verdadeiro coração, em inteira certeza de fé” (Hb 10.22)
Tiago encoraja-nos a pedir com fé, não duvidando (Tg 1.6; cf. 5.15).
2. Além disso, a oração deve ser feita em nome de Jesus. O próprio Jesus expressou esse princípio ao dizer: “E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei” (Jo 14.13,14).
Nossas orações devem ser feitas em harmonia com a pessoa, caráter e vontade de nosso Senhor (ver Jo 14.13).
3. A oração só poderá ser eficaz se feita segundo a perfeita vontade de Deus. “E esta é a confiança que temos nele: que, se pedirmos alguma coisa, segundo a sua vontade, ele nos ouve” (1Jo 5.14).
Uma das petições da oração modelo de Jesus, o Pai Nosso, confirma esse fato: “Seja feita a tua vontade, tanto na terra como no céu” (Mt 6.10; Lc 11.2)
Note a oração do próprio Jesus no Getsêmani, Mt 26.42. Em muitos casos, sabemos qual é a vontade de Deus, porque Ele no-la revelou na Bíblia. Podemos ter certeza que será eficaz toda oração realmente baseada nas promessas de Deus constantes da sua Palavra. Elias tinha certeza de que o Deus de Israel atenderia a sua oração por meio do fogo e, posteriormente, da chuva, porque recebera a palavra profética do Senhor (18.1) e estava plenamente seguro de que nenhum deus pagão era maior do que o Senhor Deus de Israel, nem mais poderoso (18.21-24).
4. Não somente devemos orar segundo a vontade de Deus, mas também devemos estar dentro da vontade de Deus, para que Ele nos ouça e atenda. Deus nos dará as coisas que pedimos somente se buscarmos em primeiro lugar o seu reino e sua justiça (ver Mt 6.33).
O apóstolo João declara que “qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos e fazemos o que é agradável à sua vista” (1Jo 3.22).
Obedecer aos mandamentos de Deus, amá-lo e agradá-lo são condições prévias indispensáveis para termos resposta às orações. Tiago ao escrever que a oração do justo é eficaz, refere-se tanto à pessoa que foi justificada pela fé em Cristo, quanto à pessoa que está a viver uma vida reta, obediente e temente a Deus — tal qual o profeta Elias (Tg 5.16-18; Sl 34.13,14).
O AT acentua este mesmo ensino. Deus tornou claro que as orações de Moisés pelos israelitas eram eficazes por causa do seu relacionamento obediente com o Senhor e da sua lealdade a Ele (ver Êx 33.17).
Por outro lado, o salmista declara que se abrigarmos o pecado em nossa vida, o Senhor não atenderá as nossas orações (Sl 66.18; ver Tg 4.5 nota). Eis a razão principal por que o Senhor não atendia as orações dos israelitas idólatras e ímpios (Is 1.15). Mas se o povo de Deus arrepender-se e voltar-se dos seus caminhos ímpios, o Senhor promete voltar a atendê-lo, perdoar seus pecados e sarar a sua terra (2Cr 7.14; cf. 6.36-39; Lc 18.14). Note que a oração do sumo sacerdote pelo perdão dos pecados dos israelitas no Dia da Expiação não seria atendida se antes o seu próprio estado pecaminoso não fosse purificado (ver Êx 26.33).
5. Finalmente, para uma oração eficaz, precisamos ser perseverantes. É essa a lição principal da parábola da viúva importuna (Lc 18.1-7; ver 18.1). A instrução de Jesus: “Pedi... buscai... batei”, ensina a perseverança na oração (ver Mt 7.7,8). O apóstolo Paulo também nos exorta à perseverança na oração (Cl 4.2 nota; 1Ts 5.17). Os santos do AT também reconheciam esse princípio. Por exemplo, foi somente enquanto Moisés perseverava em oração com suas mãos erguidas a Deus, que os israelitas venciam na batalha contra os amalequitas (ver Êx 17.11). Depois de Elias receber a palavra profética de que ia chover, ele continuou em oração até a chuva começar a cair (Ex 18.41-45). Numa ocasião anterior, esse grande profeta orou com insistência e fervor, para Deus devolver a vida ao filho morto da viúva de Sarepta, até que sua oração foi atendida (Ex 17.17-23).

PRINCÍPIOS E MÉTODOS BÍBLICOS DA ORAÇÃO EFICAZ.

1. Quais são os princípios da oração eficaz?
a) Para orarmos com eficácia, devemos louvar e adorar a Deus com sinceridade (Sl 150; At 2.47; Rm 15.11).
b) Intimamente ligada ao louvor, e de igual importância, vem a ação de graças a Deus (Sl 100.4; Mt 11.25,26; Fp 4.6).
c) A confissão sincera de pecados conhecidos é vital à oração da fé (Tg 5.15,16; Sl 51; Lc 18.13; 1Jo 1.9).
d) Deus também nos ensina a pedir de acordo com as nossas necessidades, segundo está escrito em Tiago: deixamos de receber as coisas de que precisamos, ou porque não pedimos, ou porque pedimos com motivos injustos (Tg 4.2,3; Sl 27.7-12; Mt 7.7-11; Fp 4.6).
e) Devemos orar de coração pelos outros, especialmente oração intercessória (Nm 14.13-19; Sl 122.6-9; Lc 22.31,32; 23.34).

2. Como devemos orar?

Jesus acentua a sinceridade do nosso coração, pois não somos atendidos na oração simplesmente pelo nosso falar de modo vazio (Mt 6.7). Podemos orar em silêncio (1Sm 1.13) ou em voz alta (Ne 9.4; Ez 11.13). Podemos orar com nossas próprias palavras, ou usando palavras diretas das Escrituras. Podemos orar com a nossa mente, ou podemos orar através do Espírito (i.e., em línguas, 1Co 14.14-18). Podemos até mesmo orar através de gemidos, i.e., sem usar qualquer palavra humana (Rm 8.26), sabendo que o Espírito levará a Deus esses pedidos inaudíveis. Ainda outro método de orar é cantar ao Senhor (Sl 92.1,2; Ef 5.19,20; Cl 3.16). A oração profunda ao Senhor será, às vezes, acompanhada de jejum (Ed 8.21; Ne 1.4; Dn 9.3,4; Lc 2.37; At 14.23; ver Mt 6.16).

3. Qual a posição apropriada, do corpo, na oração? A Bíblia menciona pessoas orando em pé (8.22; Ne 9.4,5), sentadas (1Cr 17.16; Lc 10.13), ajoelhadas (Ed 9.5; Dn 6.10; At 20.36), acamadas (Sl 63.6), curvadas até o chão (Êx 34.8; Sl 95.6), prostradas no chão (2Sm 12.16; Mt 26.39) e de mãos levantadas aos céus (Sl 28.2; Is 1.15; 1Tm 2.8).

EXEMPLOS DE ORAÇÃO EFICAZ

A Bíblia está cheia de exemplos de orações que foram poderosas e eficazes.

1. Moisés fez numerosas orações intercessórias às quais Deus atendeu, mesmo depois de Ele dizer a Moisés que ia proceder de outra maneira.
2. Sansão, arrependido, orou pedindo uma última oportunidade de cumprir sua missão máxima de derrotar os filisteus; Deus atendeu essa oração ao lhe dar forças suficientes para derrubar as colunas do prédio onde os inimigos estavam exaltando o poder dos seus deuses (Jz 16.21-30).
3. Deus respondeu às orações de Elias em pelo menos quatro grandes ocasiões; em todas elas redundaram em glória ao Deus de Israel (17-18; Tg 5.17,18).
4. O rei Ezequias adoeceu e Isaías lhe declarou que morreria (2Rs 20.1; Is 38.1). Ezequias, reconhecendo que sua vida e obra estavam incompletas, virou o rosto para a parede e orou intensamente a Deus para que prolongasse sua vida. Deus mandou Isaías retornar a Ezequias para garantir a cura e mais quinze anos de vida (2Rs 20.2-6; Is 38.2-6).
5. Não há dúvida de que Daniel orou ao Senhor na cova dos leões, pedindo para não ser devorado por eles, e Deus atendeu o seu pedido (Dn 6.10,16-22).
6. Os cristãos primitivos oraram incessantemente a Deus pela libertação de Pedro da prisão, e Deus enviou um anjo para libertá-lo (At 12.3-11; cf. 12.5 nota). Tais exemplos devem fortalecer a nossa fé e encher-nos de disposição para orarmos de modo eficaz, segundo os princípios delineados na Bíblia.





Índice Bibliográfico:
Sistema de Ensino FATEM
Apostila Curso Batalha Espiritual
Apostila Escola de Oração e Intercessão
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quarta-feira, 5 de outubro de 2016

As dez principais perseguições feitas a Igreja de Cristo no início do primeiro século



Busto do Imperador Romano Nero - Primeiro grande
perseguidor da Igreja de Cristo
A primeira perseguição da Igreja teve lugar no ano 67, sob Nero, o sexto imperador de Roma. Nero deu liberdade aos seus caprichos diabólicos, ordenando que a cidade de Roma fosse incendiada, e enquanto a cidade ardia em chamas, tocava lira e cantava o cântico do incêndio em Troia.
Nero declarou abertamente que desejava a ruína de todas as coisas antes de sua morte.
Nero foi proclamado imperador de Roma aos 17 anos, considerava-se um artista e visionário religioso, mandou executar muitos de seus inimigos, além da perseguição contra a igreja, mandou matar também sua própria mãe, pois essa censurava e fazia muitas críticas a sua amante.
Nero culpou os cristãos, aproveitando a oportunidade para se encher com novas crueldades. Durante a perseguição aos cristãos brutalidades foram cometidas a tal ponto que os próprios romanos foram levados à compaixão.
Nero refinou suas crueldades e inventou todos os tipos de castigos contra os cristãos que pôde inventar sua infernal imaginação.
Alguns cristãos foram costurados em peles de animais silvestres, e lançado aos cães para serem perseguidos até a morte, outros foram vestidos com camisas untadas com cera e amarrados a postes, outros ainda foram incendiados em jardins com o propósito de serem usados como luminárias, isso acontecia por todo o império Romano, foi durante essa perseguição que os Apóstolos Pedro e Paulo foram martirizados.
Foi declarado inimigo público pelo Senado e se suicidou.





Busto do Imperador Domiciano, o segundo
 grande perseguidor da Igreja de Cristo

A segunda perseguição da igreja, sob o comando do Imperador Domiciano ocorreu em 81 d.C., homem inclinado à crueldade, matou primeiramente seu irmão e também a alguns senadores romanos, alguns por maldade e outros por confisco de bens, depois disso mandou matar a todos os pertencentes a linhagem do Rei Davi.
Simeão (Bispo de Jerusalém) foi perseguido por esse imperador e crucificado, o apóstolo João foi fervido em óleo e depois desterrado para a Ilha de Patmos.
Domiciano ditou uma lei dizendo que nenhum cristão, que fosse levado ao tribunal fosse isentado de um castigo até que renunciasse sua religião.
Muitas histórias foram inventadas para culpar os cristãos, a tal ponto que todo tipo de calamidade que ocorresse seria atribuída à culpa aos cristãos.
Movidos pela cobiça, muitos informantes testemunharam falsamente contra a vida de inocentes cristãos, que quando levados aos tribunais eram submetidos a juramentos de provas, e se recusassem a fazer esse juramento, eram então sentenciados a morte, e se confessassem seus “crimes” a sentença era a mesma.
Além do apóstolo João, Timóteo o discípulo do apóstolo Paulo também foi martirizado por Domiciano.
Timóteo foi Bispo de Éfeso, onde governou zelosamente a igreja até 97 d.C., período quando os pagãos estavam para celebrar uma festa chamada Catagogião, Timóteo, opondo-se à procissão, os repreendeu severamente por sua ridícula idolatria, o que exasperou de tal modo a plebe, que o espancou com pedaços de pau de maneira tão terrível que Timóteo faleceu dois dias depois pelo efeito dos golpes.

Busto do Imperador Romano Trajano, terceiro
grande perseguidor da Igreja de Cristo

A terceira perseguição aconteceu sob o Imperador Trajano em 108 d.C., Plínio o jovem, um famoso erudito, movido por compaixão pela matança dos cristãos escreveu a Trajano comunicando-lhe que os muitos cristãos mortos diariamente não haviam feito nada contrário a Lei de Roma, motivo pelo qual não mereciam tamanha perseguição.
Tudo o que eles faziam consistia apenas em reunirem-se em determinado local antes do dia amanhecer e repetirem juntos uma oração composta de honra à Cristo com Deus e em comprometerem-se a não cometer nenhuma maldade, a não cometerem furtos, roubos, adultérios, não serem falsos e não defraudarem ninguém, em seguida eles se separavam e se reuniam novamente mais tarde para partilhar a refeição.
Muitos cristãos nesse período foram entregues às feras para serem devorados, com corpos dilacerados, ruptura dos ossos, dilaceração do corpo.
Muitos cristãos foram crucificados no Monte Ararat, com coroas de espinhos e transpassados com lanças, em imitação à Paixão de Cristo.
O martírio de Faustine e Jovitas, dois irmãos e cidadãos Bresceanos, foi tão grande e tamanha foi a paciência deles que Calocério, um pagão que os contemplava, absorto de admiração exclamou: “Grande é o Deus dos cristãos!”, o que o fez ser preso e padecer a mesma sorte.

Busto do Imperador Adriano, sucessor de Trajano, que diminuiu
um pouco a severidadee cedeu em favor dos cristãos, morreu em 
138 d.C.



Busto do sucessor de Adriano, Antonino Pio,
 um dos mais gentis Monarcas romano, 
Antonino Pio deteve as perseguições 
contra os cristãos



Busto do Imperador Marco Aurélio Antonino,
quarto  perseguidor da Igreja de Cristo em 162 d.C.


Marco Aurélio foi o quarto perseguidor ferrenho da Igreja, no ano de 162 d.C.
Era um homem rígido e severo, foi duro com os cristãos. As crueldades executadas por ele foram tão atrozes que muitos espectadores estremeciam de horror ao assisti-las e ficavam atônitos diante dos valorosos sofredores.
Alguns mártires eram obrigados a passar com os pés já feridos sobre espinhas, pregos, conchas colocadas em ponta; outros eram açoitados até que ficavam à vista seus tendões e veias, e depois de terem sofrido os mais terríveis sofrimentos que pudessem inventar, eram destruídos por mortes terríveis.
Um cristão chamado Germânico, sendo entregue às feras por causa de sua fé, se conduziu tão valorosamente que vários pagãos se converteram ao cristianismo.
Policarpo se escondeu porém, foi descoberto por uma criança, depois de dar de comer aos guardas que o prenderam, pediu a eles que lhe dessem uma hora para orar, o que lhe foi permitido, orou com tamanho fervor que os guardas lamentaram ter que prendê-lo. Policarpo era Bispo de Esmirna, foi condenado, amarrado na estaca e queimado em praça pública, depois de receber a promessa de liberdade se blasfemasse publicamente contra Cristo. Ao ser acesa a fogueira, as chamas rodearam seu corpo como um arco sem tocá-lo, então deram ordem ao carrasco para transpassa-lo com a espada.
A vida dos cristãos primitivos consistia em “perseguição acima do chão e oração embaixo do solo”, suas vidas estão expressas no Coliseu e nas catacumbas que eram ao mesmo tempo, templo e túmulos. A primitiva igreja de Roma poderia ser com razão chamada de Igreja das Catacumbas.
Existem aproximadamente 60 catacumbas em Roma, quando se abriram os sepulcros cristãos os esqueletos contaram sua temível história, pois, encontram-se cabeças separadas do corpo, costelas e clavículas quebradas, ossos calcinados pelo fogo, mas, apesar da terrível história de perseguição que podem ser vistas ali, as inscrições inspiram paz, gozo e triunfo.
Os mais frequentes símbolos cristãos nas paredes das catacumbas são: O pastor com o cordeiro em seus ombros, harpas, âncoras, coroas, videiras e por cima de tudo o peixe.

Busto do Imperador Alexandre Severo, quinto
 perseguidor da Igreja de Cristo

Severo foi o quinto perseguidor da Igreja de Cristo, em 192 d.C., esse imperador foi recuperado de uma grave doença devido aos cuidados de um cristão, chegou a ser um grande favorecedor dos cristãos em geral, porém, fez prevalecer a fúria da multidão, elaborando leis obsoletas contra cristãos, pois, o avanço do cristianismo alarmava os pagãos, e reavivaram a calúnia de imputar aos cristãos as desgraças naturais que sobrevinham, contudo o Evangelho continuava a resplandecer brilhantemente e firme como uma rocha, resistindo com êxito aos ataques dos inimigos.
Tertuliano (que viveu nessa época) informou que se os cristãos tivessem saído em multidão dos territórios romanos, o imperador Severo teria ficado despovoado. Muitos cristãos foram decapitados, outros tiveram breu fervente derramado sobre suas cabeças.
Um oficial do exército romano, chamado Basflides, a quem foi ordenado que assistisse a uma execução, se converteu e ao pedir que ele realizasse certo juramento, ele recusou, dizendo que não podia jurar pelos deuses romanos , pois, já era cristão, foi então arrastado até o juiz e lançado em cárcere, e posteriormente decapitado.
As perseguições se estenderam até a África, muitos cristãos foram martirizados.
Uma mulher de 22 anos, casada, chamada Perpétua e outra de idade avançada chamada Felicitas, que estava em estado avançado de gestação foram aprendidas e conduzidas ao anfiteatro para execução. Ambas foram despidas e lançadas a um touro bravo, que se lançou primeiramente sobre Perpétua, deixando-a inconsciente e depois contra Felicitas, não estavam ainda mortas quando foram liquidadas à espada pelo carrasco.
Cecília foi uma jovem dama de família nobre romana e casada com um cavaleiro chamado Valeriano que convertido ao cristianismo por ela, morreu decapitado, enquanto ela foi lançada nua em um banho fervente, permanecendo por um tempo considerável dentro da água fervente, foi posteriormente decapitada com uma espada em 222 d.C.

Busto de Maximiano, sexto imperador romano
perseguidor da Igreja de Cristo



A sexta perseguição, sob Maximino, o 235 d.C. O 235 d.C. começou, sob Maximino, uma nova perseguição. O governador da Capadócia, Sereiano, fez tudo o possível por exterminar os cristãos daquela província.
As pessoas principais que morreram sob este reinado foram: Pontiano, bispo de Roma; Anteros, um grego, seu sucessor, que ofendeu o governo ao recolher as atas dos mártires. pamáquio e Quirito, senadores romanos, junto com suas famílias inteiras, e muitos outros cristãos: Simplício, também senador; Calepódi, um ministro cristão, que foi lançado no Tíber. Martina, uma nobre e formosa donzela; e Hipólito, um prelado cristão, que foi amarrado a um cavalo indômito, e arrastado até morrer.
Durante esta perseguição, suscitada por Maximino, muitíssimos cristãos foram executados sem juízo, e enterrados indiscriminadamente em montões, às vezes cinquenta ou sessenta lançados juntos numa fossa comum, sem a mais mínima decência.
Ao morrer o tirano Maximino em 238 d.C., o sucedeu Gordiano, e durante seu reinado, assim como o de seu sucessor Felipe, a Igreja esteve livre de perseguições durante mais de dez anos; porém em 249 d.C. desatou-se uma violenta perseguição na Alexandria, por instigação de um sacerdote pagão, sem conhecimento do imperador.

Busto do Imperador Gordiano, sucessor
do Imperador Maximiano, deixou  a
Igreja de Cristo livre  das perseguições 


Busto do Imperador Felipe, sucessor de Gordiano,
monarca que também livrou a Igreja de Cristo
das perseguições.






Busto do Imperador Décio, sétimo perseguidor
da Igreja de Cristo


A sétima perseguição, sob o imperador Décio, em 249 d.C.
Em parte ocasionada pelo aborrecimento que tinha contra o imperador Filipe, que era considerado cristão, e em parte pelo ciúme que tinha do crescimento do cristianismo, pois, nesse período os templos pagãos estavam sendo abandonados e as igrejas cristãs estavam cheias.
Nessa época os cristãos estavam divididos entre si e os interesses próprios dividiam aqueles que deveriam estar unidos pelo amor. O orgulho entrou como um vírus, dando lugar a variedades de facções. Os pagãos ambicionavam colocar em ação os decretos imperais e consideravam o assassinato dos cristãos como um mérito para si mesmo, foram inúmeros mártires nesse período.
Fabiano, bispo de Roma, que antes fora tesoureiro do imperador Felipe, como vingança o decapitou em 20 de janeiro de 250 d.C., Crisóstomo foi metido num saco de couro que continha várias serpentes e escorpiões e em seguida lançado ao mar.
Alguns cristãos foram colocados na “roda de tormento”, outros foram decapitados; espancados com paus até a morte, presos à ganchos e queimados vivos, encarcerados, transpassados com pregos, arrastados pelas ruas, açoitados, queimados com tochas, flagelados, queimados com ferros incandescentes, etc.
A maioria dos erros que foram introduzidos na igreja nesta época surgiram porque colocaram a razão humana em competição com a revelação, mas os teólogos mais capazes demonstraram a falácia desses argumentos e então as opiniões que foram suscitadas foram caladas.

Busto do Imperador Valeriano,
oitavo perseguidor  da Igreja de
 Cristo. Foi um dos mais cruéis
e tirano perseguidor
O imperador Valeriano, em 257 d.C., foi o responsável pela oitava grande perseguição à Igreja de Cristo, teve início em abril de 257 d.C., e durou três anos e seis meses.
As torturas foram as mais variadas e penosas, não se respeitava sexo e nem idade.
Este tirano foi feito prisioneiro mediante uma estratégia feita por Sapor, imperador da Pérsia, que o levou a seu próprio País, tratando-o com a mais inusitada indignidade, fazendo-o ajoelhar-se como o mais humilde escravo e colocando seus pés sobre ele a modo de banquinho quando montava em seu cavalo.
Depois de haver feito de escravo por sete anos, fez com que lhe tirassem os olhos (tinha ele então 83 anos na época), ordenou que o esfolassem vivo e que lhe esfregassem sal na carne, veio a morrer com essas torturas. Assim caiu um dos mais tirânicos imperadores de Roma, e um dos maiores perseguidores dos cristãos, em 260 d.C., sucedeu Gallieno, filho de Valeriano, e durante seu reinado houve poucos mártires, e a igreja gozou de paz durante alguns anos.

Busto do Imperador Aureliano
homem tirano e perseguidor da
Igreja de Cristo que teve um
reinado breve, sendo assassinado
por seus servos

A nona perseguição sob o governo do Imperador Aureliano, 274 d.C.
Os principais que padeceram nesta foram: Felix, bispo de Roma, sendo o primeiro mártir do petulante Aureliano, foi decapitado em 22 de dezembro de 274 d.C.
Sob suas ordens cristãos eram decapitados e torturados, seu reinado foi breve pois, foi assassinado em Bizâncio por seus próprios criados.




Busto do Imperador Diocleciano
Décimo tirano perseguidor da
Igreja de Cristo

O imperador Diocleciano foi o décimo algoz da Igreja de Cristo em 303 d.C.
A comumente chamada era dos mártires foi ocasionada em parte pelo aumento do número de cristãos e por suas crescentes riquezas, e pelo ódio de Gálério, filho adotivo de Diocleciano, estimulado por sua mãe, uma fanática pagã. Não deixou de empurrar o imperador até que lograsse êxito, dando início a perseguição.
O dia fixado para o início da sangrenta obra foi 23 de fevereiro de 303, o dia em que era celebrado a Terminalia. Portas da igreja cristã foi forçada, livros sagrados lançados no fogo, tudo na presença de Diocleciano e Galério, os quais, não satisfeitos em queimar os livros fizeram ruim a igreja, sem deixar rastro, seguido por uma severa ordem de destruição de todas as outras igrejas e livros cristãos, de todas as denominações.
Esse édito ocasionou martírio imediato pois, um atrevido cristão não so o arrancou do lugar onde havia sido pregado mas também execrou o nome do imperador por essa injustiça, o que foi considerado uma provocação e foi o suficiente para atrair a vingança pagã, foi arrastado, torturado e finalmente queimado vivo.
Todos os cristãos foram levados presos e uma vez encarcerados, Galério ordenou em oculto que o palácio imperial fosse queimado para que os cristãos fossem acusados de incendiários, dando assim razão para levar a cabo a perseguição com a maior das severidades, dando início a um sacrifício geral, que ocasionou muitos mártires.
Não era feito distinção de idade e sexo, apenas bastava dizer o nome cristão e se tornava odioso para os pagãos. Muitas casas foram incendiadas e famílias inteiras pereceram sob as chamas, outros com pedras amarradas ao pescoço eram lançadas ao mar.
A perseguição era geral, durante dez anos, sendo impossível determinar o número de mártires.
Potros, fogueira, espadas, adagas, cruzes, veneno, e fome foram as mais variadas formas de martírio cristão.
Uma cidade na Frígia totalmente povoada por cristãos pereceu nas chamas.
Cansados da matança, vários governadores apresentaram diante da corte imperial o inapropriado de tal conduta, por isso cristãos foram eximidos de serem executados, contudo, embora não fossem mortos, era feito de tudo para tornar-lhes a vida miserável, muitos cristãos tinham as orelhas, narizes cortados, o olho direito arrancado, inutilizavam seus membros mediante terríveis deslocações e queimavam suas carnes em lugares visíveis com ferro incandescentes.
O imperador Diocleciano abdicou à coroa imperial e foi sucedido por Constâncio e Galério.
Constâncio era um príncipe de disposição gentil e humana, Galério era cruel e tirano, estes dividiram o império em dois governos.





quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Os cães ficarão de fora!




Cuidado com os “cães”, cuidado com esses que praticam o mal, cuidado com a falsa circuncisão. (Filipenses 3.2)
Todas as vezes que pegarmos a Bíblia para nela meditarmos, sempre teremos algo novo para aprender, é fonte inesgotável de sabedoria, o Espírito Santo sempre trará luz para o nosso entendimento acerca de algumas passagens.
Em Filipenses 3.2, o apóstolo Paulo nos deixa um alerta: “Cuidado com os cães, cuidado com esses que praticam o mal, cuidado com a falsa circuncisão.”
No livro de Apocalipse 22.15 eles ficarão de fora, mas quem são de fato os cães?
São os pastores sem entendimento, sem conhecimento, que seguem seus próprios caminhos, procurando vantagem própria (Isaías 59.11), fraudulentos, roubadores, que usam a Palavra de Deus para usurpar o dinheiro dos fiéis, são os que fazem da casa do Senhor “covil de ladrões”... Contra esses o apóstolo Paulo nos alertou, cuidado com eles!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

O EVANGELHO DE MATEUS



O escritor do primeiro evangelho foi Mateus, também chamado Levi, um judeu da Galiléia, que aceitara o carto de cobrador de impostos sob o opressor romano, tornando-se, um dos odiados "publicanos".
O Evangelho de Mateus foi escrito em 75 d.C.
A característica predominante de Jesus no Evangelho de Mateus é a do REI PROMETIDO, o renovo de Davi (Jeremias 23.5; 33.15). Mateus registra a genealogia de Cristo, seu nascimento em Belém, a cidade de Davi, de acordo com Miquéias 5.2; o ministério do Rei; sua rejeição por Israel, e suas predições de uma segunda vinda em poder e grande glória.
Somente depois de ter apresentado Cristo como Rei é que Mateus volta à aliança anterior, relatando a morte expiatória do Filho de Abraão (Mateus 26-28).
Essas considerações determinam o propósito e a estrutura de Mateus, que é em primeiro lugar, o Evangelho escrito para apesentar Jesus aos judeus como o Rei Prometido, e posteriormente um Evangelho para todo o mundo.
O Evangelho de Mateus foi escrito primeiramente em hebraico ou aramaico.
O Evangelho do reino (4.23 e 10.7), foi pregado por Jesus e seus discípulos até a rejeição e crucificação de Cristo e será pregado novamente durante a Grande Tribulação (24.14) e antes da Segunda Vinda de Cristo como Rei.

"As Boas Novas que pregamos hoje são concernentes à salvação por Cristo, e a chamada de um povo para ser Seu; isso é o Evangelho da graça de Deus.” (Lee)

Mateus, Marcos e Lucas são considerados Evangelhos sinóticos, pois, tem a forma de sinopse; narram a vida de Jesus sob a mesma ótica, e apresentam uma vista geral dos incidentes mais notáveis.

Já o Evangelho de João trata do assunto com outro propósito e sob outro ponto de vista, por isso não é chamado sinótico.



Fonte: A Bíblia Explicada

sábado, 27 de agosto de 2016

JUSTIÇA PRÓPRIA



"A alguns que confiavam em sua própria justiça e desprezavam os outros, Jesus contou esta parábola: Dois homens subiram ao templo para orar; um era fariseu e o outro, publicano. O fariseu, em pé, orava no íntimo: Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens: ladrões, corruptos, adúlteros; nem mesmo como este publicano. Jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho”.
Mas o publicano ficou a distância. Ele nem ousava olhar para o céu, mas batendo no peito, dizia: “Deus, tem misericórdia de mim, que sou pecador”.
“Eu lhes digo que este homem, e não o outro foi para casa justificado diante de Deus. Pois quem se exalta será humilhado, e quem se humilha será exaltado". (Lucas 18.9-14)

Essa passagem narra a atitude orgulhosa e arrogante de um fariseu ao se aproximar de Deus, Jesus o descreve como orando para si mesmo, mais preocupado em enaltecer as suas virtudes e com os que o ouviam do que falar com Deus; por outro lado vemos no publicano (coletor de impostos) em atitude de humildade, afastado da multidão, sequer levantava os olhos para o céu, sua percepção de Deus e sua relação com Ele não lhe permitia levantar seus olhos, mas sim o levava a baixar a cabeça. Ele batia em seu peito e orava pedindo misericórdia a um pobre pecador.

É fundamental para nós construirmos um pensar acerca da justiça própria. As palavras ditas neste trecho são de Jesus. Os ouvintes são os indivíduos cheios de justiça própria. Repare na descrição feita por Jesus daqueles que são cheios de justiça própria:
a) confiam em si mesmo;
b) consideram-se justos;
c) desprezam os outros.

Três características marcantes para observarmos:
1) Orgulho – Todo homem orgulhoso revela sua natureza independente de Deus
2) Padrões estabelecidos – Estabelecemos certos padrões e julgamos aqueles que não se “enquadram” neles.
3) Ausência de amor – É característico em uma pessoa cheia de justiça própria.

Jesus constata essas atitudes pela forma que ambos (fariseu e publicano) oraram no Templo.
As palavras do fariseu descreviam suas ações diárias que na visão dele o tornava mais justo do que o publicano.
O publicano por outro lado tinha a atitude de humildade, onde não ousava olhar para o céu, se humilhava e se reconhecia um pecador.
Jesus afirma que o publicano desceu justificado, pois ele se humilhou e por isso seria exaltado.
* Pratica a justiça própria aquele que considera seus pensamentos superiores, aquele que julga o próximo segundo os seus próprios padrões e aqueles que confiam em si mesmos.

Vamos refletir: A quem mais nos assemelhamos, ao fariseu, ou ao publicano? Que direção precisamos dar a nossa vida para sermos mais semelhantes ao publicano?

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Os Nomes de Deus e sua auto revelação



Louvem o nome do Senhor, pois só o seu nome é exaltado; a sua glória está sobre a terra e o céu. (Salmos 148:13)

Existe um dito popular que diz: “O que temos de mais importante e precioso é o nome”. Nos tempos bíblicos, o nome não era apenas uma identificação pessoal, mas, também representava sua personalidade, algum fato sobre a pessoa, ou seja, o nome explicava muito sobre uma pessoa.
“Meu senhor, não dês atenção àquele homem mau, Nabal. Ele é insensato, conforme o significado do seu nome; e a insensatez o acompanha. Contudo, eu, tua serva, não vi os rapazes que meu senhor enviou.” (1 Samuel 25:25)
Por toda a Bíblia, Deus se revela a nós através de Seus nomes e quando estudamos esses nomes, podemos entender quem Deus realmente é. Os significados revelam a personalidade central e a natureza do nosso criador.

El Shaddai (Senhor Deus Todo Poderoso) – No Antigo Testamento o nome El Shaddai aparece 7 vezes, tendo sido usado pela primeira vez em Gênesis 17:1 – “Quando Abrão estava com noventa e nove anos de idade o Senhor lhe apareceu e disse: Eu sou o Deus todo-poderoso*; ande segundo a minha vontade e seja íntegro.”
El também é um nome traduzido como Deus, e pode ser usado em combinação com outros termos para designar vários aspectos do caráter divino.
Outras palavras muito parecidas com Shaddai e da qual se acredita que é derivada, é Shad, que tem como significado “peito” (Hebraico), outros, porém, creem que o nome é derivado de uma palavra acadiana – Sadu, que significa “montanha”, sugerindo assim “Força e Poder”.
- Outras referências ao nome El Shaddai no Antigo Testamento: Gênesis 28:3; Gênesis 43:14; Gênesis 48:3

El Elion (O Deus Altíssimo) – Ocorre 28 vezes no Antigo Testamento, sendo 19 vezes em Salmos. O nome El Elion foi usado pela primeira vez em Gênesis 14.18 – “Então Melquisedeque, rei de Salém [Jerusalém] e sacerdote do Deus Altíssimo, trouxe pão e vinho.”
Elion significa literalmente “Altíssimo”, a palavra expressa a soberania extrema e majestade de Deus.
- Outras referências do Nome Elyon no Antigo Testamento: Gênesis 14.18; 14:19; 14:22, Salmos 57:2; Salmos 78:35

El Roi (Deus que vê) – Aparece em Gênesis 16:13 – “Então, ela invocou o nome do SENHOR, que lhe falava: Tu és Deus que vê; pois disse ela: Não olhei eu neste lugar para aquele que me vê?”
É o nome atribuído a Deus por Agar, sozinha e desesperada no deserto depois de ter sido expulsa por Sara (Gênesis 16:1-14). Quando Agar encontrou o Anjo do Senhor, ela percebeu que tinha visto o próprio Deus numa teofania. Ela também percebeu que El Roi a viu em sua angústia e testemunhou ser um Deus que vive e vê tudo.

El Gibor – (Deus Poderoso) – Aparece em Isaías 9:6 - o nome que descreve o Messias, Jesus Cristo, nesta porção profética de Isaías. Como um guerreiro forte e poderoso, o Messias, o Deus Forte, vai realizar a destruição dos inimigos de Deus e governar com cetro de ferro (Apocalipse 19:15).

Adonai (Senhor, Mestre) – Aparece 434 vezes no Antigo Testamento, há usos pesados para o nome Adonai no livro de Isaías (Adonai Jeová). Ela ocorre 200 vezes em Ezequiel e aparece 11 vezes em Daniel 9.
Adonai é usado pela primeira vez em Gênesis 15;2 - Mas Abrão perguntou: “Ó Soberano Senhor, que me darás, se continuo sem filhos e o herdeiro do que possuo é Eliézer de Damasco?”
Adonai é o paralelo verbal de “O Senhor é o Senhor”, Adonai é plural, o singular é Adon, em referência a Deus o uso é Adonai (Adon apenas quando se refere a uma pessoa).
Adon é usado 215 vezes para se referir a homens, ocasionalmente na Escritura e predominantemente nos Salmos. Para evitar violar o mandamento “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” (Êxodo 20:7), às vezes Adonai foi usado como um substituto para “YHWH” – YAHWEH (Senhor).

YHWH (Senhor Deus) – Ocorre 6.519 vezes no Antigo Testamento. Esse nome é usado mais do que qualquer outro nome de Deus, Yahweh é usado pela primeira vez em Gênesis 2:4 – “Esta é a história das origens dos céus e da terra, no tempo em que foram criados: Quando o Senhor Deus fez a terra e os céus.”
YHWH é o nome de Deus, este nome pela tradição judaica é SANTO DEMAIS para ser pronunciado por alguém, a escrita “YHWH” sem vogais é referido como Tetragrama (que significa simplesmente “As quatro letras”).
YHWH vem das letras hebraicas Yud, Hay, Vav, Hay, Deus não se revela como YHWH até em Êxodo 3.
Durante o século III d.C., o povo judeu parou de pronunciar “YHWH” por medo de violar o mandamento “Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão” de Êxodo 20.7, como resultado disso, Adonai se tornou um substituto para YHWH. Algumas versões da Bíblia utilizam o nome Jeová para substituir YHWH, com nomes compostos.

Jeová Nissi (O Senhor é a nossa Bandeira) – Ocorre apenas uma vez na Bíblia, em Êxodo 17.15 - “Moisés construiu um altar e chamou-lhe “o Senhor é minha bandeira”.
Nes, a partir do qual Nissi deriva, significa “Banner”, em Êxodo 17.15, Moisés reconhecendo que o Senhor era a Bandeira de Israel que derrotou os amalequitas, construiu um altar e o chamou “Jeová Nissi ( O Senhor é a nossa Bandeira).
Nas batalhas, as nações usavam a sua própria bandeira, em cada uma das respectivas linhas de frente, isso dava aos seus soldados um sentimento de esperança e um ponto para focar, isso é o que Deus significa para nós: Uma Bandeira de encorajamento para nos dar esperança e um ponto para focarmos.

Jeová Raah (O Senhor é o meu Pastor) – Usado no Salmo 23 – “O Senhor é o meu pastor e nada me faltará”.
Rô’eh é a palavra da qual Raah se deriva, significa “Pastor” em hebraico. Um pastor é aquele que alimenta ou leva seu rebanho para o pasto (Ezequiel 34:11-15). Existe uma tradução estendida dessa palavra que é REA, significando AMIGO ou COMPANHEIRO, indicando a intimidade que Deus deseja entre Ele e o Seu povo. Quando as duas palavras são combinadas – Senhor Raah – pode ser traduzida como “O SENHOR, MEU AMIGO”.
- Outras referências do nome Jeová-Raah no Antigo Testamento: Gênesis 48:15; 49:24; Salmo 23:1; 80:1

Jeová Rafha (O Senhor que Cura)- Aparece em Êxodo 15:26 – “dizendo-lhes: “Se vocês derem atenção ao Senhor, o seu Deus, e fizerem o que ele aprova, se derem ouvidos aos seus mandamentos e obedecerem a todos os seus decretos, não trarei sobre vocês nenhuma das doenças que eu trouxe sobre os egípcios, pois eu sou o Senhor que os cura”.
Rafha (Rafá) significa restaurar, curar ou fazer saudável em hebraico. Quando Jeová e Rafá são combinadas é traduzida como O SENHRO QUE CURA. Jeová é o grande médico que cura as necessidades físicas e emocionais do seu povo.
Outras referências: Jeremias 3:22, Isaías 30.26; 61:1; Salmos 103:3

Jeová shammah (O Senhor está ali) – O uso dessa palavra ocorre apenas uma vez em Ezequiel 48:35 – “A distância total ao redor será de nove quilômetros. E daquele momento em diante, o nome da cidade será: O Senhor ESTÁ AQUI”.
Shammah deriva da palavra hebraica Sham, que é um nome simbólico para Jerusalém e ao Templo, indicando que outrora partida a glória do Senhor (Ezequiel 8-11), agora havia retornado (Ezequiel 44:1-4)

Jeová Tsidkenu (O Senhor é a nossa Justiça) – Aparece duas vezes no Antigo Testamento, tendo sido usada pela primeira vez em Jeremias 23:6 – “Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa.”
Tsedek (tseh’-dek) da qual deriva Tsidkenu significa “ser duro”, “estar em linha reta”, “justo” , em hebraico.

Jeová Makadesh (O Senhor que te santifica)- Aparece em Levítico 20:8 - “Guardai os meus estatutos e cumpri-os. Eu sou o SENHOR, que vos santifico.”
A palavra é derivada de Qadash que significa “santificar”, “santo”, ou “dedicar. Santificação é a separação de um objeto ou pessoa para a dedicação do Santo (apartar-se de algo profano para servir ao sagrado).

El Olam (O Eterno Deus) – Usado primeiramente em Gênesis 21:33 – “Plantou Abraão tamargueiras em Berseba e invocou ali o nome do SENHOR, Deus Eterno.”
Olam deriva da raiz ‘IM, que significa ETERNIDADE, significando “Para Sempre”, “Eternidade” ou “Eterno”.

Elohim (Deus) – O nome Elohim ocorre mais de 2000 vezes nas Escrituras, tendo sido usado a primeira vez em Gênesis 1:1 – “No princípio, criou Deus os céus e a terra.”
Elohim significa “Deus criador, Poderoso e Forte” (Gênesis 17:7; Jeremias 31:33) A forma plural de Eloah, na qual é acomodada a doutrina da Trindade. A natureza superlativa do poder de Deus é evidenciada quando Deus (Elohim) fala para o mundo existir.

Jeová Jireh (O Senhor proverá) – Ocorre apenas uma vez em Gênesis 22:14 – “E pôs Abraão por nome àquele lugar - O SENHOR Proverá. Daí dizer-se até ao dia de hoje: No monte do SENHOR se proverá.”
Jeová Jireh é o nome dado por Abraão no Moriá a Deus quando Ele proveu o substituto para o sacrifício iminente de seu filho Isaque.

Jeová Shalom (O Senhor é Paz) – O nome ocorre apenas uma vez no livro de Juízes 6:24 – “Então, Gideão edificou ali um altar ao SENHOR e lhe chamou de O SENHOR É Paz. Ainda até ao dia de hoje está o altar em Ofra, que pertence aos abiezritas.”
Shalom é um derivado de Shalem, que significa “completa” ou “som”, é traduzida como “paz” ou “ausência de conflitos”.

Jeová Sabaoth (O Senhor dos Exércitos) – Aparece mais de 285 vezes nas Escrituras, é mais frequentemente usado pelo profeta Jeremias e pelo profeta Isaías.
Sabaoth (S e bâ’ôt) significa “exércitos” ou “anfitriões”, indicando a Soberania universal de Deus sobre todos os exércitos, tanto espiritual quanto terreno. O Senhor dos Exércitos é o Rei de todos os céus e da terra.
“Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos, ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória. Quem é esse Rei da Glória? O SENHOR DOS EXÉRCITOS, Ele é o Rei da Glória.” (Salmos 24:9-10).
Outras referências: Salmos 84:3, Isaías 6.5, 1 Samuel 1:11; 17:45, 2 Samuel 6:18; 7;27, 1 Reis 19:14, 2 Reis 3:14 ; 1 Crônicas 11:9; Salmos 24:10; 48:8; 80:4; 80:19; 84:3, Isaías 1:24; 3:15; 5:16; Is 6:5; 9:19; 10:26; 14:22; Jeremias 9:15; 48:1; Oséias 12:5; Amós 3:13; Zacarias 1:3; Malaquias 1 6; Habacuque 2:13.

Fonte: Goquestion, Esboçando ideias e Bíblia comentada.


segunda-feira, 18 de julho de 2016

João 2:1-11 - O VINHO NOVO





Introdução:
a) Jesus iniciou seu Ministério de uma forma estratégica.
Foi a um casamento em Cana da Galiléia e lá transformou água em vinho.
Houve a necessidade do milagre porque havia acabado o vinho na festa.
O segundo vinho, foi eleito melhor do que o primeiro.
Vejamos os dois tipos de vinho, dois tipos de ministérios, dois tipos de sacerdotes.

b) O vinho novo.
Era melhor que o primeiro.
O vinho novo representa o ministério que Jesus estava iniciando. O ministério da Graça.
Hoje temos necessidade do vinho novo, de um ministério cheio da unção e do pode de Deus.
O vinho novo pode ser representado pelo sacerdócio de Samuel e o vinho velho pelo sacerdócio de Eli.
Vejamos o ministério de Eli e o ministério de Samuel.

c) Todos nós somos sacerdotes.


Qual o ministério sacerdotal que estamos exercendo? De Eli ou de Samuel? Somos vinho velho ou vinho novo?

1. CARACTERÍSTICAS DO SACERDÓCIO DE ELI:

1.1 Falta de Discernimento Espiritual. (I Samuel 1:12-15).
a) Ana pedia um filho a Deus e Eli a tinha por embriagada.
Este é o ministério a falta de discernimento.
O crente sem discernimento faz do seu sacerdócio um desastre.
Ele vê coisas espirituais como carnais e coisas carnais como se fossem espirituais.

1.2 Gera filhos que não se importam com o Senhor. (I Samuel 2:12)
a) Eles tomavam no altar do Senhor qualquer parte da oferta que era trazida para holocausto, sem observar os princípios da lei do holocausto.
Os filhos de Eli eram sacerdotes na casa de Deus.
Eles metiam o garfo na panela e o pedaço que tiravam, comiam.
Também eram prostitutos.
Na verdade eles nem estavam preocupados em agradar ao Senhor.
Este representa o ministério de muitos irmãos que freqüentam a casa de Deus, mas não se importam se estão ou não agradando a Deus.
Este é o ministério do vinho velho. Alcançou uma posição e não está mais preocupado em agradar a Deus.
Seus discípulos estão servindo a Deus? Seus filhos na fé estão gerando frutos para Deus? Que tipo de sacerdócio seus discípulos estão exercendo?

1.3 Falta o exercício da autoridade para exortar. (I Samuel 3:13)
a) Eli conhecia os pecados de seus filhos, mas não corrigiu seus erros.
Eli representa o sacerdote que não corrige seus discípulos, o pai que passa a mão sobre a cabeça de seus filhos quando erram.
Deus não quer uma igreja sem correção. É função do sacerdote corrigir os erros e pecados.
Os vínculos da alma foram mais fortes que o exercício da autoridade espiritual.

1.4 Falta visão. Torna-se um ministério cego. ( I Samuel 3:2)
a) Eli perdeu a visão material e espiritual
Eli representa um ministério que está velho, cansado e sem visão.
Muitos líderes hoje perderam a visão ministerial já não estão mais preocupados com a Obra de Deus.
Cuidado para você não perder o foco da sua vida, o foco do propósito de Deus para você.
Quando se perde a visão também se pára a caminhada. Um cego não anda sozinho.
Há muitos sacerdotes cegos. Você é um deles?
Qual a sua visão das coisas de Deus? Qual sua visão dos seus discípulos?

1.5 Não recebe mais revelação de Deus. (I Samuel 3:16-17)
a) Deus não falava mais com Eli. Para conhecer a revelação de Deus teve que consultar a Samuel (uma criança).
Um Sacerdote sem revelação é um desastre, pois é o sacerdote que leva o povo a Deus.
Eli havia perdido toda a unção para ministrar ao Senhor.
Deus havia rejeitado o seu ministério sacerdotal e deixou de se revelar a ele.
Há muitos sacerdotes hoje pregando sem revelação, falando de Deus sem conhecer a vontade de Deus.
Qual sacerdócio você representa: Eli ou Samuel?
Como anda sua vida de comunhão e intimidade com Deus? Eli já não tinha mais comunhão com Deus.
Qual o nível de revelação que você tem recebido de Deus?

1.6 Está condenado a acabar (1 Samuel 2:30 e 33).
a) Deus condena toda a linhagem de Eli.
Este tipo de sacerdócio não agrada a Deus e é condenado a acabar.
Eli serviu a Deus 40 anos como sacerdote e no fim de sua vida não teve discípulos que continuasse o seu ministério sacerdotal.
O pecado do sacerdote faz Deus cortar toda a sua linhagem.
Você é responsável perante Deus pela continuidade do seu ministério sacerdotal. Depois de você quem vai continuar seu ministério?

1.7 Seu fim é morte. Deus julga os sacerdotes Eli e seus filhos. (1 Samuel 4:17-18)
a) O Deus que levanta também é o Deus que abate.
Foi triste o fim do ministério de Eli. Morreu sabendo que não havia substituto em sua família no sacerdócio.
Recebeu a notícia da morte dos seus filhos e da captura da arca da Aliança que era sua responsabilidade guardar.
Acabou o ministério do vinho velho. Agora Deus já havia preparado o vinho novo através de Samuel.
Antes do vinho velho se acabar Deus já havia colocado Jesus na festa para realizar o milagre do vinho novo.
Hoje Deus está levantando uma nova geração – Geração do vinho novo – porque o velho já está se acabando.

2. CARACTERÍSTICAS DO SACERDÓCIO DE SAMUEL:

2.1 Gerado através de oração (1 Samuel 1:10-11)
a) Samuel foi gerado pelas orações de Ana.
Aqui nasce um ministério forte e cheio da unção de Deus, pois foi gerado com oração e voto de consagração.
Você que tem se convertido nesta igreja. Você é resposta de oração, você faz parte da geração do vinho novo que vai conquistar esta nação.
Você foi gerado pelas orações da Igreja.
Você é vinho novo!

2.2 Totalmente dedicado a Deus (1 Samuel 1:26-28)
a) Samuel foi levado ao templo para o serviço do Senhor.
A geração do vinho novo é uma geração de serviço.
É uma geração consagrada para o exercício da obra do Senhor.
É uma geração que vive no altar.

2.3 Levantado para substituir o ministério do vinho velho (Eli). (1 Samuel 2:35; 3:20-21)
a) Samuel foi levantado para substituir a Eli.
Samuel representa um sacerdote fiel que iria proceder conforme o que Deus tinha no coração.
Todo o Israel confirmou que Samuel estava no lugar de Eli.
Deus tem te levantado como sacerdote nesta cidade. Você vai receber a confirmação através da Obra do Senhor em suas mãos.
Você é vinho novo. Faz parte de uma nova geração que Deus está levantando de profetas e sacerdotes destemidos.

2.4 Apto para receber revelação de Deus. (1 Samuel 3:1 e 4)
a) Deus falava com Samuel.
Era um tempo em que revelação era coisa rara e Deus falava com Samuel.
Assim também é hoje. Deus está levantando uma geração que tem ouvidos para ouvir a sua voz
Esta geração do vinho novo está preparada para ouvir a Deus.

2.5 Produz avivamento:
a) Traz o povo de volta a Deus (1 Samuel 7:3-4)
É esta geração que vai trazer o avivamento de Deus. Vai pregar o arrependimento e se levantar contra o pecado.
Samuel aos vinte anos levou o povo a buscar a deus e abandonar os ídolos.
A geração do vinho novo vai trazer milhares de vidas ao arrependimento.

b) Prepara o povo para a batalha (1 Samuel 7:5)
Samuel preparou o povo para a grande batalha contra os Filisteus.
A geração do vinho novo vai preparar o povo para a batalha contra as obras das trevas e levar muitos a vitória.

c) Conquista a batalha no reino do espírito (1 Samuel 7:10)
Samuel sabia qual era a sua função e por isso sacrificou e batalhou no reino espiritual.
Seu povo conquistou a vitória graças ao seu discernimento espiritual.
A geração do vinho novo vai ganhar batalhas contra as trevas.

d) Leva o povo a um tempo de vitória e paz (1 Samuel 7:13)
Durante toda a vida de Samuel o povo nunca mais foi molestado pelos Filisteus.
Samuel representa um novo tempo para os Israelitas.
A geração de Samuel será uma geração que vai conquistar territórios e trazer um tempo de paz.

Conclusão:
a) Qual é o ministério que você está desenvolvendo: de Eli ou de Samuel?

- Você faz parte da geração do vinho novo ou ainda é vinho velho?
- Hoje é dia de você fazer parte da geração do vinho novo.
- Jesus transformou água em vinho. Se até aqui você foi só água, agora deixe Jesus te transformar em vinho novo.


Pr. Ozenir Correa